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Violência, Democracia e Segurança Cidadã: o caso das polícias no Distrito Federal

Violência, Democracia e Segurança Cidadã: o caso das polícias no Distrito Federal

Maria Stella Grossi Porto (Org.)

R$ 35,00

A formação do estado de direito nas democracias ocidentais modernas não prescindiu do controle da ordem pública. Na verdadeira engrenagem de vigilâncias e sanções, cujo alvo alcançou preferencialmente trabalhadores assalariados de baixa renda, a polícia veio a ocupar papel estratégico na cadeia produtiva do controle legal e social. O nascimento das polícias modernas veio acompanhado de preocupações para com seu aperfeiçoamento. Não raro, ao conter crimes, alguns agentes policiais se envolviam em negócios escusos; ao reprimir comportamentos se valiam de violência e emprego de força abusiva. Em algumas sociedades do mundo ocidental, a confiança nas polícias é, grosso modo, reconhecida. Ao medo da polícia vem se associar a imagem de policiais protegendo cidadãos e cidadãs vulneráveis aos ataques de quem quer que seja. Igualmente certo é reconhecer que as críticas à instituição e seus agentes permanecem fortes sempre que vêm à público desmandos, uso abusivo da força, envolvimento com negócios escusos e filtragem racial e social no trabalho de vigilância e contenção do crime. O monopólio estatal legítimo da violência nas mãos do estado e controle de governos civis sobre suas forças policiais constituem pilares da governabilidade democrática. O perfil da economia do crime mudou e vem mudando, exigindo cada vez mais e maior profissionalização, além de maior concurso de modernos meios tecnológicos de comunicação e informação, capazes de potencializar as atividades de investigação e de intervenção policial com baixo custo operacional e elevada eficácia, medida pelo êxito da tarefa executada segundo leis e regulamentos. Este livro, organizado pela professora e pesquisadora Maria Stela Grossi Porto, coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança (NEVIS-UnB), reúne um conjunto de estudos articulados em torno de um eixo teórico-metodológico – a Teoria das Representações Sociais – que aborda temas conexos: identidades profissionais, inclusive policial-militares, presença de mulheres em instituições tradicionalmente monopolizadas por homens, dilemas e limites do uso da força, perfis de ação policial em torno de atividades-fim e atividades que nada parecem dizer respeito ao mundo da polícia, as articulações entre ciência e tecnologia, promessa de uma nova polícia, reformada em suas práticas e atualizada em suas finalidades institucionais.A formação do estado de direito nas democracias ocidentais modernas não prescindiu do controle da ordem pública. Na verdadeira engrenagem de vigilâncias e sanções, cujo alvo alcançou preferencialmente trabalhadores assalariados de baixa renda, a polícia veio a ocupar papel estratégico na cadeia produtiva do controle legal e social. O nascimento das polícias modernas veio acompanhado de preocupações para com seu aperfeiçoamento. Não raro, ao conter crimes, alguns agentes policiais se envolviam em negócios escusos; ao reprimir comportamentos se valiam de violência e emprego de força abusiva. Em algumas sociedades do mundo ocidental, a confiança nas polícias é, grosso modo, reconhecida. Ao medo da polícia vem se associar a imagem de policiais protegendo cidadãos e cidadãs vulneráveis aos ataques de quem quer que seja. Igualmente certo é reconhecer que as críticas à instituição e seus agentes permanecem fortes sempre que vêm à público desmandos, uso abusivo da força, envolvimento com negócios escusos e filtragem racial e social no trabalho de vigilância e contenção do crime. O monopólio estatal legítimo da violência nas mãos do estado e controle de governos civis sobre suas forças policiais constituem pilares da governabilidade democrática. O perfil da economia do crime mudou e vem mudando, exigindo cada vez mais e maior profissionalização, além de maior concurso de modernos meios tecnológicos de comunicação e informação, capazes de potencializar as atividades de investigação e de intervenção policial com baixo custo operacional e elevada eficácia, medida pelo êxito da tarefa executada segundo leis e regulamentos. Este livro, organizado pela professora e pesquisadora Maria Stela Grossi Porto, coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança (NEVIS-UnB), reúne um conjunto de estudos articulados em torno de um eixo teórico-metodológico – a Teoria das Representações Sociais – que aborda temas conexos: identidades profissionais, inclusive policial-militares, presença de mulheres em instituições tradicionalmente monopolizadas por homens, dilemas e limites do uso da força, perfis de ação policial em torno de atividades-fim e atividades que nada parecem dizer respeito ao mundo da polícia, as articulações entre ciência e tecnologia, promessa de uma nova polícia, reformada em suas práticas e atualizada em suas finalidades institucionais.

ISBN: 978-8564-857-39-1
Formato: 17cm X 23cm
Ano: 2017
Págs.: 228



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