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O Amadurecimento das Massas: envelhecimento, mudanças demográficas e eficiência reprodutiva

O Amadurecimento das Massas: envelhecimento, mudanças demográficas e eficiência reprodutiva

Julio Pérez Díaz

R$ 40,00

No difícil equilíbrio que mantém e perpetua as populações no tempo, tudo pode reduzir-se, no limite, a entradas e saídas. Entradas em forma de nascimento e imigração, saídas em forma de emigração e óbitos. O mais involuntário de todos, que não tem volta e ao que todos os outros devem se adaptar, é a morte. É em função da mortalidade que as populações do passado tiveram mais ou menos filhos, e os tiveram em certas idades ou em certas estações do ano, ajustaram as proporções de casados e não casados, carregaram de mais ou menos tintas na função reprodutora feminina, necessitaram ou não do trabalho de crianças ou de idosos, tiveram mais ou menos mobilidade geográfica. Não é somente uma questão de saldo entre os que vivem e os que morrem. O que é realmente relevante para o equilíbrio e o bom funcionamento dos sistemas demográficos, o que faz da mortalidade o eixo em torno do qual se mantém esse equilíbrio, não é o balanço atuarial entre vivos e mortos. Aos que se adaptam todos os demais comportamentos não é a certeza de que nossa hora vai chegar, porque nisso não houve mudanças. O que de verdade faz a mortalidade importante não é, paradoxalmente, a morte, mas sim seu contrário, o tempo de vida que a antecede, o tempo durante o qual todo nascido vai fazer parte do conjunto da população. Aí se produziram as mudanças, e é aí onde se deve buscar o ponto de partida do amadurecimento das populações.

Formato: 17cm x 24cm
Ano: 2014
Págs.: 180


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