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Fundação Astrojildo Pereira

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A FAP (Fundação Astrojildo Pereira) é uma instituição aberta para análise, estudos e debates das complexas questões da atualidade, acessível a todo e qualquer cidadão. Tem como principal objetivo difundir os ideais democráticos e os princípios republicanos, a liberdade, a igualdade de oportunidades, a cidadania plena e a justiça social.

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O IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF: Crônicas de uma queda anunciada

Luiz Carlos Azedo


azedo_impeachmente_dima_2017Obra do jornalista Luiz Carlos Azedo mostra a queda da presidente Dilma Rousseff de forma analítica, refinada e concebida no calor das horas


A Verbena Editora e a Fundação Astrojildo Pereira (FAP) estão lançado o livro “O impeachment de Dilma Rousseff – Crônicas de uma queda anunciada”, de autoria do jornalista Luiz Carlos Azedo, colunista político dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas. Com longa experiência na cobertura da política nacional na capital federal, o autor, a partir das colunas publicadas nos dois jornais de amplitude nacional, faz uma análise refinada de um dos períodos mais conturbados da história democrática do nosso país. São textos que mostram o desmanche do governo petista, a reação palaciana, as implicações da Operação Lava-Jato no governo petista, os efeitos colaterais da saída de Dilma Rousseff e os novos cenários enfrentados pelo país com o governo Temer.

“A leitura das crônicas de Azedo não deixa dúvida de que o impeachment de Dilma Rousseff está longe da chamada ‘narrativa do golpe’ construída pelos apoiadores do governo deposto”, afirma o professor e historiador Alberto Aggio. Segundo ele, a obra “mostra que o impeachment foi um processo político, como não poderia deixar de ser – e todos sabiam disso – , sustentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que sancionou o rito jurídico a ser seguido, de acordo com a Constituição e a legislação correspondente a esse tipo de processo.”

De acordo com Aggio, a obra que o leitor tem em mãos é uma análise refinada, concebida no calor da hora, que faz jus ao melhor do jornalismo público. “Reler o impeachment de Dilma Rousseff pelas letras de Azedo ajuda a repensar esse processo processo tão cheio de controvérsias, mas que está longe de ser algo injusto ou despropositado”, diz o professor e historiador. “O país soube enfrentar aquela situação dramática e o fez democraticamente”, completa Aggio.

No prefácio que escreveu para a obra de Azedo, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), destaca que ainda é cedo para saber se o impedimento da presidente Dilma ficará como um simples pé de página ou será um capítulo importante da história do Brasil. “Em qualquer dos casos, O impeachment de Dilma Rousseff – Crônicas de uma queda anunciada, livro do jornalista Luiz Carlos Azedo, será um importante marco de pesquisa no futuro, e uma excelente lembrança para quem acompanha as notícias do dia a dia brasileiro”, destacou o senador.

“Ao longo dos últimos anos, como leitor do Correio Braziliense, eu já havia lido todos os artigos que o Azedo nos oferece nesta sua obra. Ao reler cada um deles, desde que os fatos aconteceram, na curta distância dos meses, senti como se o autor fosse um historiador em campo”, avalia Cristovam Buarque. “Isto é possível porque ele é um profissional de imprensa com robusta, múltipla e variada bagagem de leitura. Por isto, reúne a sensibilidade de jornalista, do local e do agora, com o sentido do conjunto de conhecimentos relativos ao passado e ao presente e sua evolução, do rumo para o futuro”, completa o senador.

A publicação deste livro “é um presente para quem deseja navegar pela complexa conjuntura brasileira, tornada simples e cristalina no texto de Luiz Carlos Azedo”, avalia o jornalista Fernando Rodrigues, diretor do portal de notícias Poder360 (http://www.poder360.com.br). “A erudição política e o conhecimento nos escritos de Azedo ajudaram a compreender o tortuoso processo do impeachment da então presidente Dilma Roussef, em 2016”, completa Rodrigues.

O senador José Antonio Reguffe (sem partido) destaca que a qualidade dos textos e o conteúdo histórico das colunas publicadas por Azedo, que resultaram nesta obra. “Quem lê suas colunas no Correio Braziliense vê análises profundas, embasadas, fora das análises rasas e superficiais que vemos muitas vezes hoje em dia. Além disso, se delicia com vários casos históricos testemunhados ou acompanhados de perto pelo autor”. De acordo com o senador, “nesse livro, Azedo relata e deixa para as próximas gerações a sua análise sobre este importante período de nossa história”.

A versão digital do livro “O impeachment de Dilma Rousseff – Crônicas de uma queda anunciada” pode ser adquirida em lojas especializadas.

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BRASIL, BRASILEIROS: Por que somos assim?


Cristovam Buarque, Francisco Almeida & Zander Navarro



A organização desta coletânea de ensaios sobre “o Brasil e o modo-de-ser dos brasileiros” foi motivada, sobretudo, pelo sentimento coletivo de profunda inquietação e o disseminado, ainda que difuso, mal estar que nesta quadra histórica a quase todos vêm acometendo. Em face de sua inédita magnitude, sem possibilidade comparativa com outros momentos do passado, muitos irão preferir a palavra mais abrangente e expressiva, enfatizando que, de fato, estaríamos tentando entender e nos equilibrar em meio a uma generalizada crise, a qual estaria lentamente corroendo a sociedade e suas estruturas. Os diversos autores que contribuem para esta coleção de ensaios nos alertam para várias ameaças e bloqueios que têm impedido a emergência do Brasil como nação mais próspera e justa.

São interpretações que derivam de leituras de realidade elaborada por experimentados e sólidos cientistas sociais e observadores agudos de nossa realidade social. É preciso refletir sobre o Brasil, como espaço social e território de convivência humana, sobre a identidade que poderia nos unir, sobre os nossos bloqueios, estruturais ou conjunturais.

“Por que não somos de outro jeito? (…) Somos assim porque não somos. Passamos toda a nossa história nos
desconstruindo (…) Não buscamos saídas porque as saídas nos tirariam o prazer desse purgatório colonial, nos
trariam para o mundo de hoje, nos obrigariam a chegar ao destino” (José de Souza Martins)

“Construímos um país-miragem, que descreve a si mesmo através de imagens tão elaboradas que não servem apenas como produto para exportação, nós mesmos somos levados a crer na ilusão que projetamos.” (Loreley Garcia)

“Somos é o ainda não interpretado (…) Somos porque fomos é repetição do passado. Só há futuro se pudermos dizer que somos porque seremos (…) Toda visão de uma identidade nacional é, de certo modo, uma operação mítica e sacerdotal com o passado” (Augusto de Franco)

“Malgrado o sentimento inédito de rejeição a tudo que aí está, a democracia não vai mal (…) A doença política no país resulta do confronto entre instituições robustas de controle e o fortalecimento da capacidade da sociedade civil em monitorar governos e representantes. Assemelham-se às dores do parto de uma nova ordem” (Marcus André Melo)